Ponto de Encontro dos Emigrantes com Portugal

22 novembre 2009

Pombal : Cogumelos venenosos fazem segunda vítima mortal

top 003.JPGA mulher que anteontem deu entrada do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) com intoxicação provocada pela ingestão de cogumelos venenosos não resistiu e acabou por falecer na noite de ontem, vítima de insuficiência hepática. «Tentaram (os médicos) por todos os meios estabilizá-la, mas não foi possível», disse ontem fonte do CHC.


A vítima mortal, Teresa Maria Louro Gameiro, de 38 anos, solteira, tinha dado entrada no CHC encaminhada pelo Hospital de Pombal, juntamente com outra mulher, a mãe, de 75 anos, que também ingeriu cogumelos venenosos. Mãe e filha, residentes em Carvalhal D’Além, Santiago de Litém, Pombal, partilharam a mesma refeição de míscaros venenosos, sendo que ontem a mais velha estava ainda em estado crítico, «com prognóstico reservado», informou fonte do CHC. Estava, de resto, a ser equacionada a possibilidade de transferência para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) para se fazer uma avaliação sobre a necessidade ou não de transplante hepático.


Entretanto, nos HUC estava ontem também internada uma outra mulher, também ela de Pombal, que foi transferida quinta-feira do CHC. A mulher, de 66 anos, estava, segundo fonte dos HUC, internada na Unidade de Cuidados Intensivos de Gastroenterologia com um quadro de prognóstico reservado e em avaliação para saber se vai receber um transplante hepático.


Desde o dia 11 de Novembro já deram entrada nos hospitais de Coimbra oito pessoas intoxicadas por cogumelos venenosos, duas das quais acabaram por falecer. Além da mulher de Pombal, também um homem, Rui Fernandes, de 47 anos, da zona de Leiria, não resistiu à intoxicação provocada pelos míscaros e faleceu já depois de ter recebido um transplante hepático nos HUC. O seu filho, um jovem de 16 anos, que deu entrada na unidade hospitalar no mesmo dia, foi transferido para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde recebeu um fígado “novo” e se encontra em recuperação.


Nos HUC permaneciam ontem internadas três pessoas, uma delas transplantada, que se encontrava, segundo fonte hospitalar, «estável». As outras duas, internadas na Unidade de Cuidados Intensivos de Gastroenterologia, eram a mulher de 66 anos de Pombal, com prognóstico reservado, e um outro doente com «situação clínica a evoluir favoravelmente» e sem necessidade de transplante.

texto : Diario de Coimbra

21 novembre 2009

Jornal ( I ) o melhor jornal Europeu

ijornal.jpg
O diário português “I” foi anunciado vencedor do título de melhor diário nacional europeu do ano  2009 .

Uma recompensa que soa como uma resposta a morosidade ambiental que reina na imprensa escrita, e na indústria da informação em geral.

O jornal, lançado apenas em maio passado em plena crise económica, demonstra a eficácia, pelo menos a curto prazo, da inovação mais descarada que esteja, termos de investimento, de desenho, e mais geralmente de jornalismo.

“I” classificou-se em poucos meses terceiro diário português, e continua sobre o seu lançamento, com uma divulgação em progressão.

A pequena dimensão e a margem de progressão potencial do mercado da imprensa português não retira nada à audácia do investimento do grupo Lena, efectuado no contexto económico muito fraco que seja.

Há por conseguinte ainda proprietários e grupos de imprensa que têm tomates ....... , se aquilo puder tranquilizar mais ansiosa.

A operação de lançamento do jornal foi organizada pela agência de conselho Inovação, que participou à composição da equipa, o desenho, e a sala de redacção “de I”.

Digamos que a França mesmo assim teve direito a  migalhas desta  inovação, dado que a agência é também responsável da nova fórmula do jornal Liberação.

http://www.ionline.pt/conteudos/home.html

 

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Amarante - Casal de ourives morto em roubo

1.JPGEnquanto o casal de ourives dormia tranquilamente no segundo piso da sua vivenda em Fregim, Amarante, um grupo de ladrões tentava abrir o cofre-forte de Agostinho e Olívia, que se supõe que continha uma pequena fortuna. Tudo indica que o tentaram arrombar com um maçarico, acabando por provocar um incêndio. Assustados, os ladrões fugiram de mãos vazias e não deram o alerta para o fogo. O casal morreu intoxicado pelo fumo. A PJ do Porto está a investigar a morte dos ourives reformados que, em Amarante, tinham fama de ser ricos.

Foi pelas 02h00 de ontem que o intenso fumo acordou Agostinho Queirós, de 82 anos, e a mulher, Olívia Lopes, de 81. Ainda tentaram chegar a uma varanda da vivenda, mas acabaram por cair no chão da sala de jantar, onde foram encontrados pelos bombeiros de Amarante. Agostinho ainda partiu o vidro de uma janela para que pudessem respirar, mas ambos acabaram por morrer intoxicados pelo fumo. Àquela hora, tudo apontava tratar--se de um incêndio banal, mas rapidamente os primeiros indícios de assalto começaram a surgir. O portão da garagem tinha sido forçado e a porta da cozinha estava arrombada.

“Não temos dúvidas de que foi assalto. Além das portas arrombadas, o fogo começou precisamente na divisão onde eles tinham a caixa-forte. Os ladrões devem ter tentado usar um maçarico para o abrir”, explicou ao CM Jorge Costa, genro dos idosos.

A convicção é partilhada pelas autoridades que acreditam na tese do homicídio com dolo eventual, uma vez que os assaltantes sabiam que havia gente na casa, que não hesitaram em abandonar sem avisar  ninguém enquanto as chamas consumiam as paredes de madeira.

Quando os bombeiros chegaram à habitação ainda ouviram os gritos de Agostinho. “Tivemos de utilizar as máscaras para poder resgatar o casal. Ainda tentamos reanimá-los com a ajuda do INEM, mas não resistiram e morreram no local”, explicou ao CM Rui Ribeiro, adjunto dos bombeiros de Amarante.

Os assaltantes não chegaram a abrir o cofre mas, segundo a família, várias gavetas foram remexidas no interior da habitação.

"TÍNHAMOS MEDO DE QUE FOSSEM ASSALTADOS EM CASA"

O casal de ourives já gozava a reforma há largos anos na sua vivenda, a ‘Casa das Laranjeiras’, onde levava uma vida pacata. Durante cerca de 30 anos exploraram uma ourivesaria no centro da cidade de Amarante. Dada a avançada idade do casal, as filhas queriam acolher os pais nas suas casa, mas os reformados sempre recusaram. "Já tínhamos medo que uma coisa destas pudesse acontecer. Mas eles não queiram viver nas nossas casas. A minha mãe dizia muitas vezes que queria morrer nesta vivenda", explicou ao CM Amélia Queirós, filha das vítimas.

Em Amarante, o casal tinha reputação de ser rico e a família não tem dúvidas de que essa fama atraiu os ladrões. A família tem outra certeza: os assaltantes estavam bem informados sobre a disposição das divisões da habitação.

JORNAL CORREIO DA MANHA

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17 novembre 2009

Assaltante fica entalado com calças no chão

Almancil: Passou a noite toda preso numa janela

1.jpgFoi uma noite de azar para um jovem assaltante. Magro, o rapaz, de 22 anos, romeno, tentou entrar num supermercado de Almancil, em Loulé, no Algarve, por uma estreita janela. Ficou entalado e só foi solto na manhã seguinte. Para ser logo detido pela GNR.

As autoridades acreditam que seriam umas 23h00 de sábado quando o assaltante retirou a grade que protegia a estreita janela lateral do supermercado Ali Super. Por ali o jovem romeno conseguia chegar ao armazém do estabelecimento, que pretenderia assaltar. Mas tirou mal as medidas. Apesar da constituição estreita, o rapaz ficou entalado no pequeno espaço – que não terá mais de 40 cm. E lá ficou mais de 11 horas.

Já passava das 07h00 quando António Simões Oliveira, proprietário do supermercado, encontrou o assaltante. 'Ao abrir o estabelecimento as moças disseram-me que estava um homem ali na cave', conta. Trancou a porta e dirigiu-se à rua. 'Foi quando dei com o espectáculo: um homem atravessado na parede com as calças meio despidas.'

Acredita-se que entre as várias tentativas para se soltar o jovem terá despido as calças. Acabou por desistir e passar a noite com metade do corpo fora e a outra metade dentro do supermercado.

A GNR foi chamada ao local, mas também não conseguiu soltar o assaltante. Foram então alertados os Bombeiros de Loulé, e depois de ser desmontada a estrutura da janela por dentro e destruída parte da parede conseguiu-se libertar o jovem. Isto depois das 09h00, quando dezenas de pessoas já se acumulavam na rua.

O assaltante acabou por gozar a liberdade por pouco tempo. Mal foi solto da janela recebeu ordem de detenção por ser 'apanhado em flagrante em tentativa de furto', disse fonte do Comando de Faro da GNR.

A mesma fonte da Guarda referiu ainda que o detido pertence a 'uma comunidade de Almancil referenciada por furtos a estabelecimentos e residências'.

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Correio da manha

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15 novembre 2009

Jovem emigrante em França está desaparecida

Tem família em Portugal mas vive com os pais em França

myriam caseiro.jpgFaz hoje seis dias que está desaparecida uma jovem portuguesa, de 18 anos, residente em Estrasburgo, França. Myriam Caseiro foi vista pela última vez no domingo à noite, quando o namorado a deixou em casa após um passeio pelo bairro de Neudorf, onde reside com a mãe e o padrasto.

A polícia francesa fez um alerta nacional para o desaparecimento, que é considerado "preocupante", já que a jovem não levou qualquer objecto consigo. Até o telemóvel e a carteira ficaram no seu quarto, decorado com bonecos da ‘Hello Kity’.

"Não houve qualquer contacto e não sabemos nada dela. A polícia também sabe pouco", disse ontem o pai, Fernando Caseiro, que está desesperado com a situação.

De acordo com o relato da mãe, Kirsten Caseiro, a jovem chegou a casa pelas 23h00 de domingo e esteve a brincar com o cão. Quando o padrasto se levantou para ir trabalhar, às 05h00, ela já não estava em casa, não tendo deixado qualquer bilhete.

"De início pensei que tinha ido com o namorado, mas ele também não sabe dela", disse Fernando Caseiro, recusando acreditar que a filha tenha fugido. "Ela é muito meiga e gentil."

As férias de Verão costumam ser passadas em casa do avô paterno da jovem, na Serra da Pescaria, Nazaré. O avô, Júlio Caseiro, não larga o telemóvel, sempre na esperança de receber boas notícias sobre a neta.

jornal : correio da manha

09 novembre 2009

Os emigrantes vitimas da incompetência dos políticos Portugueses ?

EMIGRANTES.JPG

08 novembre 2009

Desabamento: Viaduto em construção cai e arrasta 11 trabalhadores “Gritavam desesperados por socorro”

"Aquelas vozes não me saem da cabeça. Eles estavam em pânico e debaixo dos escombros. Só se ouvia os gritos desesperados por socorro e a pedir que os tirassem dali.” É com a voz embargada que Paula Bragança, emigrante portuguesa em Andorra, descreve ao CM o desespero que se sucedeu à queda do viaduto em construção que liga ao túnel de Dos Valires, em Andorra, que ontem matou cinco portugueses e feriu sete – seis foram hospitalizados durante a tarde e um outro estava preso nos escombros pelas pernas, mas vivo e a ser resgatado ao final da noite.

O acidente ocorreu pelas 12h00 locais (11h00 em Portugal continental), quando 35 trabalhadores estavam a colocar cimento no viaduto de ligação ao túnel que une La Massana a Encamp. “Uma parte da plataforma cedeu e os trabalhadores caíram de uma altura de perto de vinte metros. Alguns ainda se agarram aos ferros e conseguiram escapar, mas muitos ficaram soterrados”, explica ao CM o português António Martins, empresário da construção em Andorra.

Em poucos minutos o pânico instalou-se. Durante várias horas os bombeiros tentaram retirar as vítimas dos escombros, mas as enormes barras de ferro e o facto de o betão ter começado a secar dificultaram o resgate. “Os trabalhadores estavam em pânico. Achavam que não iam sobreviver”, conta António Martins.

Ao final da noite, os corpos dos três mortos confirmados ainda não tinham sido retirados, pois os meios foram canalizados para o trabalhador preso nos escombros até à cintura. “Foi muito difícil. Ele só chorava e dizia que os amigos estavam ao lado dele, mortos no meio do ferro”, relata António.

O governo de Andorra divulgou uma lista com o nome das vítimas. Olímpio Santos e António Gonçalves eram mortes confirmadas. Depois três nomes: António Ribeiro, Carlos Alves e Carlos Marques – sabendo-se que um estava morto, um a ser resgatado e o outro desaparecido, sendo que não foi possível fazer a correspondência entre os nomes e o seu estado. Os feridos hospitalizados eram Fernando Ferreira, Manuel Teixeira, António Andrade, Benjamim Pereira, Alberto Braz e Daniel Coelho.

SAIBA MAIS

SEXTO MAIS PEQUENO

Andorra é o 6.º país mais pequeno da Europa (468 km2), localizado num enclave nos Pirenéus entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França.

13 800

é o número aproximado de portugueses a trabalhar em Andorra, a maior parte na construção civil e no turismo. São 16,3% da população total.

236

bebés portugueses nasceram em 2008 no principado. Representam 17,1% dos nascimentos.

1200 EUROS DE SALÁRIO

O boom de portugueses teve início nos anos 80. O ordenado médio é de 1200 euros.

ALDEIA DE VALPAÇOS DE LUTO POR EMIGRANTE

Há 22 anos que Olímpio Carriço, de 45 anos, estava emigrado em Andorra, onde trabalhava na construção civil. Vivia lá com a mulher e o filho, Tiago, agora com 18 anos. Ontem, na pequena aldeia de Sá, em Valpaços, o ambiente era de pesar, e até ao início da noite familiares e amigos queriam acreditar que Olímpio, uma das vítimas mortais, tinha sobrevivido ao acidente.

'Ele guiava um camião que fornecia betão para grandes obras. Era amigo de todos na aldeia, uma excelente pessoa', disse ontem ao CM Abel Carriço, irmão de Olímpio, ainda atónito com a tragédia.

Ao final da tarde, a mãe de Olímpio, Maria Carriço, de 82 anos, ainda não sabia da morte do filho. Em casa da sogra do trabalhador o ambiente era semelhante. 'Ele vinha agora no Natal à terra. Estou muito aflita, ainda estou à espera da má notícia', desabafou ao CM Maria Rodrigues, 71 anos, mãe da mulher de Olímpio, Maria Cardoso, de 40.

A vítima mortal tem dois irmãos e duas irmãs, mas apenas um não está emigrado. Cerca de cem pessoas da aldeia de Sá trabalham em Andorra.

GRANADA: CINCO PORTUGUESES

A 7 de Novembro de 2005, parte do viaduto da A7, em Granada, Espanha, abateu, matando seis operários, cinco deles portugueses. Doze pessoas responderam em tribunal pelo sucedido.

SOCORRO: DEZENAS ENVOLVIDOS

As equipas trabalhavam ontem à noite em turnos de 20 homens para tentar resgatar as vítimas. O trabalho era dificultado pelo frio (foram postas mantas térmicas) e pelo pouco espaço.

VÍTIMAS: DUAS EMPRESAS

Dois dos 11 trabalhadores sinistrados são da empresa Unifor (de Andorra) e residiam há anos no principado, enquanto os restantes pertencem à Ambicepol (do Marco de Canaveses).

REPORTAGEM DA ANTENA TRES DA CATALUNHA:

correio da manha

07 novembre 2009

Um emigrante Português morreu soterrado em Andorra

Dois operários morreram, um deles de nacionalidade portuguesa, e seis outros ficaram feridos no desabamento num túnel em obras em Andorra. É a informação oficial.
Um porta-voz do Governo de Andorra explicou, ao início da tarde, que o desabamento afectou um total de 11 trabalhadores, três dos quais ainda se encontram soterrados. Os feridos estão hospitalizados.

"Podemos confirmar que duas pessoas morreram", disse o responsável, no local do acidente, escusando-se a precisar qualquer informação sobre a identidade das vítimas.

Fonte do gabinete de Emergência Consular das Comunidades Portugueses confirmou que pelo menos uma das vítimas mortais é portuguesa.

Victor Naudi, ministro do Interior de Andorra, confirmou, por seu lado, que a maioria dos trabalhadores afectados pelo desabamento é de nacionalidade portuguesa.

Os seis trabalhadores feridos encontram-se no Hospital Nuestra Senhora de MEritxell, onde chegaram pouco depois das operações iniciais de resgate, tendo um deles, com traumatismo craniano e maxilofacial e prognóstico grave, sido transferido depois para o hospital Vall d'Hebron, em Barcelona.

Os restantes feridos apresentam lesões de vários tipos, incluindo fracturas nos braços e nas pernas. Apenas um dos casos é considerado "ligeiro".

Patrícia Bragança, presidente do Clube de Empresários Portugueses em Andorra (CEPA), relata à Renascença o que se passa no local, afirmando que as equipas continuam a trabalhar para evitar que haja mais desabamentos da estrutura afectada pelo acidente.

As equipas de emergência no local estão a trabalhar com cães para tentar chegar aos trabalhadores e equipamento de iluminação está a ser transferido para a zona para o caso de ser necessário continuar a trabalhar durante a noite.

O acidente, na ponte exterior que liga a estrada principal à boca do túnel, ocorreu cerca das 11h00 (de Lisboa, 12h00 locais) por causas ainda desconhecidas.

Na altura., encontravam-se na obra cerca de 60 trabalhadores, a maioria dos quais de nacionalidade portuguesa. A empresa responsável pela obra é a "União Temporal de Empresas" (UTE), controlada, na sua maioria, pela Dragasa – “uma das que mais trabalhadores portugueses emprega", segundo Patrícia Bragança.


05 novembre 2009

Droga: Descriminalização não aumentou consumo nem tornou Portugal destino de narcoturismo - IDT

haxe.jpgO relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência confirma que não houve aumento do consumo após a descriminalização nem Portugal passou a destino de narcoturismo, disse hoje o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).

Em declarações à agência Lusa, a propósito do relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT) hoje divulgado, João Goulão salientou que "os dados, desde a descriminalização até agora, apontam para uma evolução positiva do fenómeno da droga e da toxicodependência" em Portugal.

"Aquilo que se constata é que Portugal não se transformou num destino para o narcoturismo nem houve um disparar dos números da toxicodependência na sequência da descriminalização. Estas eram as bandeiras agitadas pela oposição, nomeadamente o CDS, com Paulo Portas a dizer que iria ser o paraíso dos drogados de todo o mundo", recordou João Goulão.

04 novembre 2009

Ministério e Câmara condenados por maus cheiros de suinicultura

porcos.jpgO Tribunal Administrativo de Lisboa deu razão a dois moradores do concelho de Torres Vedras, que se queixavam de maus cheiros oriundos de uma suinicultura, condenando o Ministério do Ambiente e a Câmara por responsabilidades no licenciamento da exploração.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

De acordo com a sentença a que a Agência Lusa teve acesso, o tribunal condena as duas entidades a obrigarem a exploração agro-pecuária, com cerca de 4500 suínos, a efectuar melhorias de funcionamento para minimizar os impactos ambientais provocados pelos maus cheiros e pela contaminação de águas nas proximidades da unidade.

O tribunal reconheceu que existe um “dano ecológico” que “afecta o ar, o solo e a água envolventes” no Casal do Brejo, freguesia de Campelos.

A acção contra ambas as entidades foi colocada pelos moradores, depois de o Tribunal de Torres Vedras ter absolvido os proprietários da exploração por considerar que a suinicultura estava devidamente licenciada, numa primeira acção colocada em 1998 pelos lesados.

Descontentes com a decisão, os dois moradores decidiram pôr um novo processo em tribunal, desta vez contra o Ministério do Ambiente e Câmara Municipal de Torres Vedras.

Nesta segunda acção judicial e após uma perícia técnica realizada na unidade, a juíza Dora Lucas Neto entendeu que o Ministério do Ambiente “não pode vir a invocar a sucessiva renovação das licenças de descargas” para afastar a responsabilidade ambiental, quando existem maus cheiros e águas contaminadas.

Em relação à Câmara de Torres Vedras, o tribunal concluiu que a autarquia não assegurou a qualidade do ambiente, ao licenciar habitações perto de uma suinicultura ou o inverso, no caso de as moradias serem anteriores à exploração.

Seguindo as orientações da perícia efectuada, o tribunal decidiu condenar as duas entidades no sentido de obrigar a suinicultura a adoptar novas técnicas nas lagoas da respectiva estação de tratamento para minimizar os maus cheiros, como a incorporação de bactérias que auxiliam no processo de digestão da matéria orgânica ou a separação de efluentes sólidos e líquidos.

Outra das medidas impostas passa por melhor impermeabilizar as lagoas, face às características do solo, para prevenir a sua contaminação e, por conseguinte, das águas.

O tribunal socorreu-se também da Lei de Bases do Ambiente, segundo a qual a localização de uma actividade industrial só deve ser aprovada quando não interfira com o ordenamento do território e a qualidade do ambiente, tendo em conta que o dever de prevenção compete às entidades fiscalizadoras e licenciadoras.

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