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  • Gondomar - Homem carbonizado dentro de automóvel

    O corpo carbonizado de um homem foi ontem, pelas 21h30, encontrado dentro de um automóvel Rover, junto ao cemitério de Baguim do Monte, em Gondomar.

    A Polícia Judiciária já recolheu fortes indícios de homicídio e vários inspectores ficaram, durante a madrugada, na procura de pistas junto do veículo completamente destruído. O automóvel está registado na freguesia de Avintes, Vila Nova de Gaia, mas a identidade do cadáver encontra-se ainda por desvendar.


    Populares que residem junto ao cemitério de Baguim contaram ao CM um primeiro barulho que lhes pareceu um tiro, antes do carro explodir. “Vinha a conduzir quando vi um forte clarão. Quando cheguei ao cemitério, pensei que era apenas um carro a arder, mas assim que os bombeiros extinguiram o fogo, apercebi-me que estava alguém dentro do automóvel”, relatou a testemunha Tiago Coelho ao Correio da Manhã.

    O corpo carbonizado foi removido, às 01h00, pelos Bombeiros de Ermesinde, numa operação delicada, dado o estado de decomposição em que se encontrava o cadáver.

  • Uma equipa de formula 1 - Portuguesa ???

    Homem de negócios sul-americano de origem portuguesa, Tony Teixeira é o actual proprietário do campeonato A1GP.

    Mas o homem ambiciona jogar na tribuna dos grandes criando uma equipa de Fórmula 1 com a ajuda do governo português.

    A equipa instalar-se-ia perto do circuito do Algarve à Portimao onde Teixeira comprou do terreno.

  • Português condenado em Franca por maus tratos ao filho

    Um pai violento condenado

    É necessário retornar atrás para compreender o contexto deste penoso destino, no qual um pai de família se obstinava-se sobre o seu filho de 15 anos.

    À partida, este casal de Portugueses vivia em Auch com as suas quatro crianças.

    Ruptura, e a mãe volta para  Portugal com as crianças.

    Paolo, o pai, sabe um dia que, após dificuldades,  uma das crianças (que tornar-se-á a sua vítima) é colocado numa família.

    Vai ao país e retorna com as crianças. Mas a criança revela-se ser difícil. A sua vida tornar-se-á então dolorosa porque seu pai, que teve grandes  problemas com lo álcool, é extremamente severo. O 3 de Fevereiro de 2008, um educador constata que la criança apresente numerosos vestígios de golpes sobre todo o corpo, e emite imediatamente uma descrição.

    O  inquérito revela que foi batido à golpes de vassoura pelo seu pai, mas não somente; também sofreu severas correcções à correte de cadiado anti-roubo. À barra, a evocação destes factos é muito doloroso para o adolescente, que recusa vir se sentar sobre o banco vítimas. Nunca o olhar de Paolo, que reconhece os factos sem estar a emitir a mais mínima lamentação, não cruzará o do seu filho. “Estas violências não são isoladas, declaradas Me Handburger, parte civil para l' Udaf.

    Lá teve numerosos de outro, houve déchaînement de brutalidades. Mesmo falou-se tentativas de suicídio. ” O cúmulo, c' é que l' criança não dizia nada, “de modo que seu pai n' não tenha d' aborrecimentos”. Em nome da tradição Me Marie Borrachas, defensor de Paolo, de n' a não a tarefa fácil. “L' atitude do meu cliente é intolerável e inadmissível, apoia, mas ele um viveu, uma educação portuguesa qu' reiterou como ele l' recebeu, após ter muito tentado.

    À Portugal, as punições corporais n' fez l' objecto d' uma lei europeia qu' em 2007, mas o tribunal supremo português ditou que são legítimos”. O substituto Porcher n' a não a mesma visão do problema: “O réu sabia que aquilo não servia à nada, mas ele l' a facto mesmo assim, e dá uma triste imagem de violência. Além disso, foi várias vezes condenado por diversos motivos. ” O tribunal declara Paolo culpado e condena-o à quatro meses de prisão com suspensões; Paolo deverá pagar 15.800 euros de prejuízos à l' Udaf, parte civil.

    Copiado daqui

  • Michelle Obama prefere cão de água português

    obama.jpgA primeira dama norte-americana, Michelle Obama, revelou à revista People que a sua preferência para o novo animal de estimação da família recai no cão de água português, escreve a Lusa.

    Apesar de não ter anunciado uma decisão final sobre a raça de cão que irá habitar a Casa Branca, Michelle Obama disse à People, em entrevista a publicar sexta-feira, que a chegada do cão está prevista para depois das férias da Páscoa das filhas.

    Turismo do Algarve quer dar cão de água a Barack Obama

    Michelle Obama confidenciou, no entanto, que a filha Sasha, de sete anos, está convencida de que o cão chega a 1 de Abril.

    A família anda igualmente atarefada com a escolha de um nome para o animal. Entre os nomes já mencionados e descartados figuravam os de Frank e Moose.

    Barack Obama e a mulher prometeram às filhas, Sasha, e Malia de 10 anos, que lhes dariam um cão se o pai fosse eleito Presidente.

    A procura do companheiro de quatro patas para a nova presidência suscita um enorme entusiasmo nos EUA, com os cidadãos a sugerirem várias alternativas, mesmo tendo em conta que Malia tem alergias ao pêlo de cão.

    O presidente reconheceu que a resolução da escolha do cão foi mais difícil que imaginava e recentemente brincou dizendo que «foi mais difícil do que encontrar um secretário do Comércio».

    O cão de água português é apresentado como podendo ser preto, castanho ou branco, com pêlo ondulado ou frisado, e com carcaterísticas de um excelente cão de guarda, mas também de terapia para crianças, doentes ou idosos, segundo o sítio de internet de um clube especializado em raças deste tipo.
  • Esta tarde foi em Chelles ( 77 ) que a festa foi rija

    Pela primeira vez visitamos a associação Portuguesa de Chelles - Torcy no departamento 77 ... Uma das principais razoes que nos la levou foi a presença do rancho folclórico da Ilha Pombal .

    Foi a primeira vez que actuou em terras gaulesas , falei com  um dos responsáveis deste rancho e perguntei se a câmara municipal de Pombal tinha contribuído com alguma ajuda para esta deslocação ? ...

    A resposta foi :

    sim senhor foi o auto-carro da câmara que nos trouxe e vem buscar a nossa chegada ao aeroporto , mais estamos a espera de uma contribuição suplementar da câmara para participação a enorme despesa que representa deslocar a volta de 80 pessoas ..

    Parabéns para a câmara municipal de Pombal , acho que e bastante bom o que fazem para que a nossa cultura vá um pouco mais alem ...

    O mesmo não se passa com varias câmaras municipais que não largam um xavo aos melhores representantes turísticos da sua própria região , estou a pensar na câmara municipal de Viana do Castelo que não participa em nada , segundo informações de vários presidentes de associação.

    O jovem presidente desta associação de Chelles que não deve de ter ainda 25 anos , e natural da Ilha Pombal , acho que os responsáveis pelo turismo e cultura da câmara de Pombal o devem de procurar para o felicitar pelo seu amor a terra , e ele que esta a origem da vinda do  rancho folclórico etnográfico da Ilha em terras de Franca .

    Também actuou um rancho folclórico Danças e cantares do Minho , que se deslocou de Genebra na Suíça para mostrar o que sabe .

    Todos os filmes deste festival estão neste leitor ...

  • Marinha um café que vai dar musica aos fins de semana

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    O Marinha e um  novo patrocinador deste canal a partir desta data e por um período de um ano .
    Passei esta tarde a falar com os seus jovens proprietários que são originários de ,  o Nelson do centro e a sua esposa de Fafe .
    Este café restaurante  tem uma das mais bonitas salas da região .

    Vai começar a organizar concertos com musica ao vivo as sextas feiras e sábados a noite , algumas noitadas com grandes nomes da nossa canção e outras para dar oportunidade aos novos talentos .

    Alem de servir jantares e almoços , também tem um Menu ao meio dia com tudo incluído por doze euros .

    Agradeco ao Nelio dos VIP pelo papel que ele jogou neste patrocinio ... Obrigado e ate um dia destes ...


    Agrandir le plan

  • Rancho foclorico da Ilha veio alegrar os emigrantes !

    Poucos daqueles que nunca emigraram podem imaginar a alegria que ia nos corações do Pessoal emigrante , natural da freguesia da Ilha que estava presente neste festival de Chelles.

    Não sou da freguesia da Ilha mas também senti uma certa alegria de ver os meus vizinhos ,felizes , ao mostrarem  as danças e cantares da região  Pombal , que na região de Paris esta muito mal representado a nível de associações .

    Parabéns para o apresentador do bigode que se exprime bastante bem, soube honrar os antigos membros deste rancho , que agora são emigrantes .

  • Pobre Portugal que nunca mais se livra de tanto ladrão

    Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e de Charles Smith, dois dos arguidos do processo Freeport, é amiga de José Sócrates e do seu pai, o arquitecto Fernando Pinto de Sousa. Além disso, a advogada, que defendeu José Braga Gonçalves no caso da Universidade Moderna, é também a defensora de Carlos Santos Silva, um empresário muito conhecido da Cova da Beira, também amigo de longa data de José Sócrates.

    Carlos Santos Silva era proprietário da empresa Conegil, que participou no consórcio vencedor da construção e exploração de uma Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos promovido pela Associação de Municípios da região. Este concurso deu origem a um processo que está agora à espera da marcação da data de julgamento na Boa-Hora. Um dos arguidos é Horácio Luís de Carvalho, proprietário da empresa HCL, que adquiriu uma parte do capital da empresa de Carlos Santos Silva , mas que o manteve à frente da Conegil.

    Outro dos arguidos é António José Morais, também amigo de José Sócrates e professor de quatro das cinco cadeiras feitas pelo primeiro-ministro na Universidade Independente. António Morais está acusado dos crimes de corrupção passiva para a prática de acto ilícito e de branqueamento de capitais. Horácio Luís de Carvalho é acusado de crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais.

    Paula Lourenço é ainda a advogada da empresa J. Sá Couto, que está a produzir os célebres computadores 'Magalhães' para os alunos portugueses.  C.M.

  • Grupo Mar e Fados - Para animar as suas festas

    Contactos : 351 966 469 329
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  • Jose Malhoa nos Amigos de Portugal em Conflans

    Ontem a noite foi a volta do Ze Malhoa a cidade de Conflans .... Voltou e convenceu porque o presidente temia que a sala não enchesse  derivado ao facto deste artista ter actuado  a quinze dias na sala Jean Vilar ...

    Mas o pessoal marcou presença em forca para ver o Zé Malhoa que apresentou varias musicas do seu novo trabalho e pelo que senti na sala , o Malhoa esta para durar em terras de Franca .

    Ha o Ze Malhoa contou que o fisco Português o quis entalar com os nossos filmes realizados nesta sala em 2007 ( lol ) ... não tem piada nenhuma !!! Porque o fisco a nos não pagou nada .... Vamos enviar a factura ao ministério da economia para recebermos uma percentagem ( lol ) parece uma novela mas não e ...

    Ate e provável que muitos artistas venham as vezes de borla para promoção dos seus novos trabalhos .... Mas o fisco Português não acredita que seja sempre ... ( lol ) eu também não ....

    Na sala encontrei o meu amigo António Oliveira e o seu fotografo particular Sr. Mário Alves do jornal Portugal Sempre , também vi o Sr.Ribeiro da Pastoral de Argenteuil , este senhor e simplesmente o melhor distribuidor de publicidade para as festas e os jornais gratuitos ..

    Também estavam presentes a equipa da emissão geração Portugal que vai para o ar na região de Cergy Pontoise , todos os domingos das 11 as 13 horas na frequência 99.2 fm.

    Tambem o David Garcia mostrou o que sabe e a animação ficou ao cargo  do excelente conjunto Hexagono .

  • 'TENHO MEDO! POR ELE E POR MIM'

    Órfãos do crime.

    A mãe foi barbaramente assassinada pelas mãos de quem os devia proteger: o pai. É uma dupla orfandade.
    Raiva e revolta difíceis de ultrapassar.
    E o sistema só no início faculta apoio psicológico.
    As indemnizações não são pagas e as ajudas prometidas esfumam-se com o passar dos dias.
    O DN quis perceber como é que estes jovens e crianças sobrevivem a uma tragédia destas.
    Uma tarefa que o Observatório de Mulheres Assassinadas quer, também, iniciar.
    Para prestar apoio a estas famílias O DN optou por não dizer os nomes verdadeiros dos filhos, à excepção do Francisco, que deu a cara.
    Amanhã é o Dia da Vítima do Crime

    Pais ou os padrastos mataram-lhes as mães. Sobrevivem sem apoios

    Alto, olhos castanhos, olhar sereno e profundo, bonito, Paulo, 18 anos, tenta parecer indiferente quando fala do homem que lhe matou a mãe. O próprio pai. Alguém de quem herdou a figura. Mas não é isso que o perturba. O que o perturba é o facto de o pai ter sido considerado "inimputável". E poder estar em liberdade dentro de três anos. Tem medo do que possa acontecer. Teme mais mortes. Sente que não foi feita justiça.

    "Não é fácil, nunca é muito fácil no início. Um grande choque" diz Paulo, ao lembrar-se da forma como ficou sem mãe, Rosário Camilo, 39 anos. Várias facadas desferidas pelo ex-marido tiraram-lhe a vida. Não que acreditasse que o pai não o pudesse ter feito, embora não seja suposto ser o progenitor a causar uma tão grande dor. "Com base na situação em que vivíamos não podíamos esperar nada de bom", explica. Foi há menos de dois anos, dia 5 de Junho de 2007. Ele e os dois irmãos, menores, vivem com os avós maternos e numa harmonia familiar que desconheciam.

    Cabelo loiro e olhos claros, herança da mãe, de quem se diz ser "demasiado bonita", Francisco, 25 anos, parece uma panela de pressão pronta a explodir ao menor descuido. Não foi o pai, mas o ex-companheiro que matou a mãe, Urbana Nascimento, 31 anos, com um tiro de caçadeira. Nem por isso o sentimento de orfandade é menor. O pai não tinha condições para o criar.

    Actualmente, o rapaz vive com a avó paterna. Nunca recebeu a indemnização decretada pelo tribunal (50 mil euros) e não tem acesso à informação que lhe permitiria pedir um apoio estatal. Pertence a uma família carenciada de um bairro social do Laranjeiro. Faz 13 anos no dia da mulher, 8 de Março, que se deu a tragédia.

    Francisco tem o mesmo sentimento de medo de Paulo "Tenho medo, por ele e por mim", confessa. Porquê? "Às vezes, ponho-me a pensar. Não durmo. Penso o que seria a minha vida se a minha mãe fosse viva. Fico com maus pensamentos. Tenho medo que ele me venha matar, sabe onde vivo. Mas também tenho medo de que eu lhe possa fazer se o vir. E ele vai sair daqui a um ano", confidencia. Achamos preferível não lhe contar que o homicida já passa os dias fora da prisão. Trabalha, tem quase uma vida normal. Apanhou 15 anos e sete meses de prisão e passou para o Regime Aberto Voltado para o Exterior há um ano.

    Olhar doce, feições meigas numa estatura mediana, Sara, 20 anos, não quer falar da sua desdita. O pai matou-lhe a mãe, Dália Belchior, 45 anos, suicidando-se em seguida. A rapariga marca um encontro e chega acompanhada do cunhado, em representação da irmã, Carla, 31 anos. Explicam que é tal a dor que evitam o assunto. Nem que seja para esclarecer algumas factos que S. diz terem sido referidos erradamente quando da notícia do drama familiar, a 29 de Maio de 2000.

    Foi o pai de Sara que matou Dália, uma segunda relação conjugal iniciada há 12 anos. A menina, então com 11 anos, acordou com o som de dois tiros e teve de lidar sozinha com a situação. Quando a tia e o marido desta acorreram, o homem deu um segundo tiro na própria cabeça. E como é que se sobrevive a isto? "Com a ajuda da família. E o facto de não querermos falar disso explica a dificuldade em que se vive", diz o cunhado.

    Sobreviveu a explosão do Cartaxo

    Se há vidas que parecem traçadas para sofrer, a de Dália é uma delas. É a professora de educação visual da escola do Cartaxo que sobreviveu a uma explosão de gás, em 1985. Catorze alunos também ficaram feridos, mas a mulher ficou toda queimada e completamente desfigurada. Submeteu-se a 63 cirurgias de reconstrução, o que só foi possível graças à solidariedade nacional. Quinze anos depois morreu às mãos do companheiro.

    Sara é estudante universitária e vive em Lisboa. Após a morte da mãe ficou com uma tia em Almeirim, onde mantém a vivenda dos pais. Tem um irmão por parte do pai, Edmundo, de 36 anos, que também a tem apoiado. Mas tem vivido sobretudo com a irmã , que se encontrava a estudar em Lisboa quando da tragédia.

    Dália é descrita pelos vizinhos como "uma mulher de garra, bem disposta e alegre". Viveu nove anos em Macau, onde conheceu o segundo companheiro, e regressou a Almeirim. Dava aulas e ajudava a irmã num café, actualmente fechado. Segundo as notícias da altura, o casal estaria para se separar e naquela noite a vítima veio trazer o marido, militar em Santa Margarida, e a filha a casa e voltou ao café da irmã. O homem não gostou que voltasse tão tarde. As cenas de ciúmes, agravadas pelo consumo de álcool, tinham transformado a vida do casal, embora os vizinhos digam nunca ter suspeitado de maus tratos.

    Não era o caso de Rosário, a mãe de Paulo. A violência conjugal levou-a a fugir de casa cinco meses antes de ser morta. Pelo filhos, por pena, sabe-se lá porquê, aceitou encontrar-se com ex-marido na habitação que tinham partilhado na Amadora. Não voltou à noite a casa dos pais, para onde havia fugido. A família não avisou a polícia, afinal ela era maior. Vivem com essa culpa. Foi morta nessa madrugada.

    Paulo é o mais velho de três irmãos e o único maior de idade. Lembra-se bem dos maus tratos de que a mãe foi vítima. O pai consumia estupefacientes e bebia em excesso. O rapaz sente-se responsável pela irmã, de 9 anos, e pelo irmão, de 11. Tal como se sentiu aos 16 anos pela mãe, quando a incentivou a fugir de casa. É, também, esse escudo que o faz dizer: "Dado o que aconteceu, até acho que tem corrido bem!"

    A tragédia devolveu a família materna aos três irmãos. Família que tinham conhecido cinco meses antes do homicídio da mãe. O homem proibiu a mulher de estar com a família dela, restringindo-lhe ao máximo o contacto com terceiros. Até no trabalho. Ela trabalhava na ourivesaria dele.

    Os irmãos vivem desde a morte da mãe com os avós maternos, em Lisboa, alternando com os fins-de-semana e férias em Aveiras, numa vivenda habitada também pelo tio Luís. Os mais novos estudam num dos melhores colégios privados de Lisboa. O mais velho na escola pública.

    António Leal Oliveira, o avô, explica: "Sou filho único, mas a família da minha mulher é grande, cinco filhos, netos, sobrinhos, primos, todos muito unidos. Eles encontraram uma rede familiar que não tinham. Viviam num inferno, num clima de medo e ameaças constantes."

    Rosário tinha 22 anos quando casou com o Pedro, três anos mais velho. As hostilidades entre o marido e a sua família começaram nesse dia. "Tinha um ódio muito grande ao meu pai, a mim agrediu-me no próprio dia do casamento", conta Luís Leal de Oliveira, 38 anos, o irmão de Rosário, 14 meses mais novo. É nele que as crianças mais novas vêem a figura paterna. E na irmã Teresa ou na avó, a figura materna.

    "É avassalador. A destruição de um núcleo essencial, de uma referência ideal de família e do amor será muito difícil de ultrapassar. Por força de um acto de violência bárbaro, os filhos deparam-se com uma orfandade injustificável. Os genes e o ónus do acto cometido pelo progenitor podem, se não forem estruturados e devidamente acompanhados, transmitir uma vergonha real e uma dúvida plausível quanto à sua própria natureza, que os conduzirão, inevitavelmente, a caminhos erróneos", sustenta Luís Leal.

    Não é tanto Paulo que os preocupa, mas os irmãos. Nunca lhes disseram o que se passou com a mãe. Contaram-lhes que tinha sofrido um acidente de automóvel. Uma mentira piedosa com pernas curtas para se manter. Muito provavelmente, já saberão que foi o pai que matou a mãe.

    É a raiva que se solta quando menos se espera, as comparações inevitáveis quando o comportamento das crianças não é o esperado. "Tens o mau génio do teu pai!"

    O assunto não é tema de conversa, apenas a menina fala da mãe. O menino é reservado, taciturno, tem alterações de comportamento. São acompanhados pelos psicólogos escolares, mas a família sente que talvez precisem de um apoio mais especializado. Paulo diz que não precisa de um psicólogo, nem mesmo quando isso foi sugerido pelos tribunais. "Não é um segredo, mas faz parte da minha intimidade e não tenho necessidade de falar das coisas com um desconhecido", justifica. Bastam-lhe os amigos para confidencias.

    A família está a passar por uma "situação de horror que nunca tinham imaginado". António Leal, ex-director prisional, 70 anos, e a mulher, 65, viram-se, de repente, a ter que cuidar de três crianças. Uma nova realidade e sobrecarga, social e económica, a que se junta o apoio dos tios. Não recebem qualquer apoio do Estado.

    "O ódio assume contornos desmedidos. Além da angústia e dor inerentes à perda têm que conviver diariamente com esse lado mais negro da natureza. E sofrem ainda o desgaste, a ansiedade e o receio prolongado e fundamentado de que o pesadelo não acabe nunca, tendo em conta as respostas do sistema judicial". As palavras de Luís Leal explicam-se pela sentença do homicida: inimputável.

    Os psiquiatras, o da defesa e o do Instituto de Medicina Legal, diagnosticaram ao agressor perturbação paranóide de personalidade, mas não foi possível "estabelecer nexo de casualidade gerador de inimputabilidade entre o quadro clínico actual e os factos ocorridos". Nem o inverso. Dúvida que "o tribunal não logrou superar" e, em caso de dúvida, aplica-se o princípio in dúbio pró reo, o que significa que não havendo certezas "sobre a prova de matéria de facto, deve a mesma se valorada em favor do arguido".

    Dois dos três juízes que julgaram o caso votaram o recurso à "medida de segurança de internamento em estabelecimento de tratamento com a duração mínima de três anos e a duração máxima de 20". O terceiro votou vencido por considerar que "deveria o arguido ser restituído à liberdade", cabendo ao seu médico decidir "se está, ou não, em condições de ter alta".

    "Isto é uma vergonha!", gritou Luís Leal ao ouvir a sentença, no dia 29 de Outubro de 2009. Considera que, pelo menos, o arguido deveria ficar internado durante o período de tempo da pena máxima para homicídio qualificado, 20 anos. Repete que o homem não mostrou sinal de arrependimento. "Ele espalhou facas pela casa [o acórdão refere que havia facas na cozinha, nas casa de banho e no quarto, mas não consegue apurar quem as colocou], assassinou a minha irmã à facada. Nunca pensei matar alguém, mas desejo matar aquele indivíduo, o que é contra aos meus valores. E, ao mesmo tempo, tenho medo dele. Aquele homem já matou!"

    E o filho? "Não o quero ver. Não sei do que é capaz", diz Paulo. E se o encontrar em casa dos avós e tios paternos?". "Quando ele sair da prisão, tenho de cortar relações. Não podemos correr o risco dele voltar a matar." Preferia que se tivesse suicidado? "Acho que sim... nunca considerei que tinha com ele uma relação de pai e filho!"

    "O mal dela era ser bonita!"

    "Tenho medo do que possa acontecer. O que ele fez à minha mãe também pode fazer a mim. Ele nunca funcionou bem da cabeça, dizem que era a bebida, mas acho que eram outras coisas", diz Francisco, o filho de Urbana, a cabeleireira que foi assassinada em Campo de Ourique, Lisboa , quando se preparava para começar o dia de trabalho no seu cabeleireiro. Só faltava assinar a escritura. O filho não sabe como as coisas foram resolvidas. "O meu avô materno é que tratou de tudo. Não sei se deixou algum papel".

    As vizinhas dizem que "o mal de Urbana era ser muito bonita". Esquecem que a mulher tinha deixado o companheiro, um empregado do café onde ela ia tomar o pequeno-almoço e com quem viveu um ano e dois meses. "Nunca foi um marido para ela. Tratava-a mal. O que é que eu podia fazer? Não a consegui defender? Tinha 12 anos!"

    A mulher foi viver para o outro lado do rio após a separação. Dia 8 de Março de 1996, pelas 08.00, o homicida, armado de caçadeira e com 31 cartuchos à cintura, forçou a entrada no cabeleireiro. Fechou as empregadas na casa-de-banho e esperou a ex-namorada. Esta chegou acompanhada de um técnico que ia fazer um demonstração de máquinas. Foram ambos recebidos com uma bala. Urbana não sobreviveu.

    "Foi a minha avó que me foi buscar à escola, nunca tinha acontecido. Pressenti logo que havia qualquer coisa", conta Francisco. A avó, 77 anos, viúva, acrescenta: "Ele achou estranho, mas lá viemos. Uma senhora ia a ler a notícia no autocarro [um vespertino]. Pedi-lhe para a esconder. Só em casa lhe disse que a mãe tinha morrido. O meu neto gritou: 'Foi ele que a matou, dá-me uma pistola para o matar!'".

    Um "pensamento mau" que não o larga, mesmo agora que tenta endireitar a vida. É efectivo numa empresa de limpezas de um hospital. Tem um filho de cinco anos, mas não vive com ele.

    Depois da morte da mãe, Francisco foi viver com o avô e o tio maternos alguns meses, acabando por se mudar para a casa dos avós paternos, no mesmo bairro. "Num ano morreu a minha avó materna, a minha mãe e o meu avô materno", lamenta o rapaz. Nunca chegou ao pé das campas da mãe e da avó. Até há três dias.

    Maria está quase a completar 18 anos. Tinha 11 quando foi metida numa vida de infelicidade vivida num condomínio privado de Lisboa e com contornos dignos de um clássico policial. O pai matou a mãe no dia 6 de Março de 2002 e simulou um acidente de viação. E o mais dramático é que a menina se agarrou ao pai como tábua de salvação. Ele reclamava inocência e assistiu ao funeral da mulher. Quando soube que o pai era o homicida, a filha ficou órfã pela segunda vez.

    O homicida, engenheiro, estava casado com Lara (nome fictício), advogada, 23 anos, embora nos últimos tempos a mulher pensasse em deixá-lo. Manteve-se casada por medo da reacção violenta do marido. Entretanto, iniciou uma relação amorosa e acabou por pedir o divórcio quando o marido descobriu. Este não aceitou e começou a programar a morte da mulher, nomeadamente o álibi.

    Na noite do homicídio, esperou a mulher em casa e apertou-lhe o pescoço. Meteu-a no carro e simulou um acidente, indo de seguida para o trabalho. Só uma investigação policial de excelência permitiu conhecer a verdade dos factos. Foi condenado por crime de homicídio qualificado a 15 anos de prisão e a pagamento 75mil euros, dinheiro que ainda não foi entregue.

    Só agora o tribunal inibiu o pai de exercer o poder paternal. Ele queria que a tutela fosse entregue aos seus pais. A menina vai fazer 18 anos, já não se justifica atribuir a tutela. Os avós viveram com o medo de lhes tirarem a neta. CÉU NEVES (DN)
  • Barco do Aborto - Portugal condenado

    barco do aborto.jpgO Tribunal europeu dos Direitos do homem de Estrasburgo acaba de condenar Portugal por violação da liberdade de expressão.

    O secretário de Estado da Marinha portuguêsa  tinha enviado, em 2004, um navio de guerra contra o " embarcação do aborto " da  associação neerlandesa " Women on Waves" para o impedir de entrar no porto da  Figueira Foz.

    Lisboa suspeitava então a  associação de querer distribuir à bordo  produtos farmacêuticos proibidos, como pilula abortivo RU 486 ou de incentivar a prática da interrupção voluntária de gravidez (IVG) criando então " um perigo para a saúde publique".

    Recordem que nessa  época, o aborto era limitado  em Portugal.

    É autorizado desde 2007 ate  à 10.a semana de gestação .

    Para os juízes de Estrasburgo, nada provava que as militantes iam efectuar actos ilegais. Consideraram que o Estado português teria podido apreender os medicamentos antes de enviar um navio de guerra.

    Recordem que as embarcações desta associação já têm navegado na Irlanda em 2001 e a Polónia em 2003, antes de  ser proibido em 2004 (cf. Síntese de imprensa do 23/04/07), proibição finalmente suprimida em 2007 pelo governo neerlandês.