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O corpo de José Gomes Macedo, o emigrante português que esteve dois anos morto numa poltrona da sua casa de Paris, foi encontrado na sequência de um assalto ao seu apartamento.
Esta é uma das revelações do relatório das autoridades francesas, que acompanhou a trasladação do corpo. O funeral realizou-se ontem, ao fim da manhã, em Barbudo, Vila Verde, onde residem mulher e filhos.
As autoridades consideram que, se não fosse essa tentativa de assalto (ao verem o cadáver, os ladrões fugiram sem roubar nada), o corpo de José Macedo podia lá ter continuado por "mais vários meses ou mesmo anos".
Recorde-se que o emigrante estava há mais de quatro anos incompatibilizado com a família, que, por isso, não estranhou a sua falta. Por outro lado, a pensão de reforma era depositada na sua conta, de onde saíam, por transferência, despesas como a renda de casa, a água e luz.
No funeral, amigos e familiares encheram a igreja. Ninguém quis falar do caso, referindo um amigo que o momento era de "lhe rezar pela alma". O pároco, Alexandre Sá, na homilia, optou por não aludir ao facto de José Gomes ter estado dois anos morto em casa.
in - correio da manha
Despiu-se, rapou o cabelo, chegando mesmo a arrancar o próprio escalpe, escreveu insultos obscenos no corpo com uma caneta e incendiou o seu BMW. Depois, aguardou que alguém a viesse salvar, numa zona de mato perto do sítio onde deixou a viatura, no monte das Montedeiras, em Marco de Canaveses. Volvidos mais de dois meses sobre o caso, a PJ do Porto concluiu que Idalina Oura, de 38 anos, foi afinal vítima dela própria.
Os motivos que levaram a empresária do ramo da construção civil a simular a sua tortura não são claros, mas tudo aponta para a necessidade de justificar uma situação de foro íntimo. Para incendiar o carro, pertencente ao ex-marido, colocou na viatura vários jornais a que pegou fogo.
Fonte da PJ confirmou ao CM que, apesar das provas recolhidas durante a investigação e após ter sido confrontada com elas, Idalina continua a insistir na versão que sempre apresentou à polícia. Entretanto, foi constituída arguida por simulação de crime e incêndio.
O caso remonta à madrugada de 15 de Agosto. A empresária garantiu aos bombeiros que a acudiram no local e aos inspectores que tinha sido sequestrada e barbaramente agredida por um casal que não conhecia. A mulher, residente em Baguim do Monte, Gondomar, e mãe de dois filhos menores, contava que tinha sido interceptada numa rotunda em Entre-os-Rios, Penafiel, na noite anterior. Relatou que a levaram para o monte onde a torturaram e ameaçaram de morte, antes que conseguisse fugir. Idalina tinha apresentado queixa por ter sido vítima de um carjacking, um mês antes, mas também essa situação foi simulada, disse a PJ.
In - correio da manha