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O Grupo Guedol está a desenvolver o projecto “Go!Shopping” para a cidade de Pombal, tendo o Verão de 2011 como data prevista de abertura. A Câmara Municipal já emitiu parecer favorável ao investimento que deverá instalar-se na zona do Casarelo. O “Go!Shopping”, um novo modelo desenvolvido em exclusivo pela Guedol Imobiliária, terá cerca de 50 lojas, como hipermercado, médias e pequenas lojas de moda, médias superfícies; bricolage, electrodomésticos, assistência auto, restaurantes temáticos, fast food, esplanada e multiGo!.
O multiGo! trata-se de um multi-usos constituído por dois auditórios, um para cerca de 1.200 lugares e outro para 120 lugares, proporcionando uma programação diária de ciclos de cinema, teatro, música, desporto, demonstrações, congressos e reuniões. “A agenda do multiGo! permitirá às entidades locais, nomeadamente à Câmara Municipal a utilização dos seus auditórios para actividades que se insiram no espírito do conceito multiGO!,o espectáculo”, refere Mário Garrido Moreira, administrador da Guedol, empresa com sede em Paço de Arcos.
Por outro lado, o empreendimento prevê ainda a instalação de um hotel de 80 quartos de duas estrelas e um posto de abastecimento de combustíveis discount.
De acordo com Mário Moreira, a abertura do “Go!Shopping Pombal está prevista para o Verão de 2011” e “criará 735 postos de trabalho na gestão e nos seus lojistas”.
Para aquele administrador, a cidade de Pombal insere-se num “plano estratégico de cobertura nacional de pelo menos cinco Go!Shoppings em Portugal”.
Segundo Mário Moreira, aquele modelo desenvolvido em exclusivo pela Guedol Imobiliária “representa uma nova visão de centros comerciais onde os nossos clientes não são apenas visitantes ou espectadores, mas também uma parte integrante e dinâmica desse espaço”.
O administrador refere, ainda, que o desenvolvimento dos Go!Shopping “promove a renovação urbanística e proporciona uma nova centralidade para a cidade”. Acrescenta que “potenciam ao máximo o lazer e bem-estar, integrando um espaço multiusos (multiGO!) com dois auditórios”.
O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, admite pedir a expropriação da casa de família do ex-primeiro-ministro Mota Pinto para aí instalar um museu, caso falhem as negociações com o proprietário para a sua aquisição.
"A Câmara está disposta a pagar um preço justo", afirmou o autarca social-democrata, que pretende adquirir o imóvel por um valor até 150 mil euros. "Estamos a negociar e as coisas estão a ser difíceis" mas, "se não existir acordo, teremos de passar à expropriação", explicou Narciso Mota, salientando que o imóvel, actualmente "em ruínas", está numa zona classificada.
Para que seja feita a expropriação, será necessário aprovar uma declaração de interesse público, uma situação que Narciso Mota acredita ser "fácil", tendo em conta a importância do edifício e o projecto da autarquia de aí instalar um museu em memória do antigo líder do PSD durante o Bloco Central.
"A família do professor Mota Pinto está disposta a doar o espólio dele caso tenhamos condições adequadas para um museu", explicou Narciso Mota, que admite depois investir no imóvel mais 250 mil euros. "Para este projecto temos um orçamento global de 400 mil euros", apostando num "novo espaço cultural e de reflexão" para a cidade de Pombal, salientou o autarca à Agência Lusa.
O prédio onde nasceu e viveu Mota Pinto até ir estudar para Coimbra, onde depois se radicou, fora vendido pela família a um investidor imobiliário que nunca procedeu a qualquer recuperação.
"Nós só soubemos da venda depois e não pudemos fazer nada mas agora queremos cumprir o projecto" de construção de um museu.
Nos Paços do Concelho, está uma exposição alusiva à vida de Mota Pinto que a autarquia pretende também colocar no futuro museu.
Carlos Alberto da Mota Pinto nasceu em Pombal em 1936, tendo falecido em 1985, quando era vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares. Professor catedrático de Direito da Universidade de Coimbra, Carlos Mota Pinto especializou-se em Direito Civil, tendo ajudado a fundar o PSD juntamente com Sá-Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota. Chegou a primeiro-ministro do IV Governo Constitucional, entre 1978 e 1979.