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  • Secção Portuguesa do liceu Internacional apresenta Teatro

    Os alunos da secção Portuguesa do liceu internacional , apresentaram uma peca de teatro sobre a historia de Portugal .

    Como a minha filhota fazia parte do elenco ( lol ) não podia falhar a um acontecimento desta dimensão .

    O tema este ano foi a Historia de Portugal na altura dos descobrimentos ... xii nessa altura o rei fazia um menino por dia ( lol )

    Como já e habitual nos anos passados e a professora Conceição que da vida a esta arte , com a colaboração de vários pais de alunos .

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  • Portugal com mais 5 cidades e 22 vilas

    Portugal tem mais cinco cidades e 22 vilas. A Assembleia da República aprovou ontem a elevação de 22 povoações a vilas e a criação de cinco novas cidades: Borba, Senhora da Hora, Samora Correia, Valença e São Pedro do Sul. A notícia foi recebida em festa de norte a sul do País.

    Logo pela manhã, dezenas de populares encheram as galerias no Parlamento e à medida que as aprovações eram anunciadas os braços no ar e os polegares levantados assinalavam a vitória. Mas a festa foi feita no regresso a casa, com direito a música, fogo-de-artifício e porco no espeto.

    Em Samora Correia, no distrito de Santarém, a junta de freguesia organizou um arraial para festejar a elevação da vila a cidade. Para Hélio Justino, presidente da Junta de Freguesia de Samora Correia, a data é "histórica", mas ainda resta uma batalha: a elevação a concelho.

    De regresso a casa, também os habitantes de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, e que ontem assistiram à votação no Parlamento, fizeram a festa no largo do Município.

    Porco no espeto e vinho da região não faltaram em Valença, no distrito de Viana do Castelo, onde a autarquia preparou ontem à noite uma festa no jardim municipal, com a actuação do Grupo Arco-Íris e a presença das colectividades e agrupamentos valencianos.

    Também em Borba, no distrito de Évora, e em Senhora da Hora, no Porto, a notícia da elevação a cidade foi bem recebida.

    DEPUTADOS NÃO FAZEM GAZETA

    De norte a sul, 22 povoações foram elevadas a vilas através da aprovação unânime da Assembleia da República. Uma votação que contou ontem com a participação de quase todos os deputados (209), apesar de a sessão plenária se realizar entre dois feriados e um fim-de-semana.

    No início da sessão plenária apenas cerca de 45 deputados estavam presentes, mas à hora da votação 209 deputados preenchiam a sala, evitando assim que se repetisse a polémica do caso das faltas da Páscoa. Feitas as contas, ainda faltaram 21 deputados.

    O pacote autárquico, com 27 diplomas, não foi discutido pelos parlamentares no plenário, mas foram vários os deputados que apresentaram declarações de voto.

    PORMENORES

    OITO MIL ELEITORES

    Uma localidade pode ser elevada a cidade se tiver mais de oito mil eleitores e equipamentos como hospital, bombeiros, museus e biblioteca, instalações de hotelaria e estabelecimentos de ensino.

    ELEVAÇÃO A VILA

    Para ser elevada a vila uma localidade tem de ter mais de três mil eleitores e alguns dos seguintes estabelecimentos: posto médico, farmácia, agência bancária, estação dos correios e comércio.

    POVOAÇÕES

    As 22 povoações elevadas a vila situam-se nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real.

    NOVAS VILAS E CIDADES

    VILAS A CIDADES

    - Borba (distrito de Évora): 3701 habitantes

    - Samora Correia (distrito de Santarém): 12 826 habitantes

    - S. Pedro do Sul (distrito de Viseu): 4011 habitantes

    - Senhora da Hora (distrito do Porto): 26 543 habitantes

    - Valença ( distrito de Viana do Castelo): 3483 habitantes

    POVOAÇÕES A VILA

    - A- dos- Francos (distrito de Leiria): 1797 habitantes

    - Ancede (distrito do Porto): 2618 habitantes

    - Arões de S. Romão (distrito de Braga): 3258 habitantes

    - Bensafrim (distrito de Faro): 1533 habitantes

    - Casal de Cambra (distrito de Lisboa): 9864 habitantes

    - Castro Laboreiro (dustrito de Viano do Castelo): 726 habitantes

    - Foz do Arelho (distrito de Leiria): 1223 habitantes

    - Guilfões (distrito do Porto): 9686 habitantes

    - Lavos (distrito de Coimbra): 4171 habitantes

    - Lordelo (distrito de Vila Real): 2886 habitantes

    - Madalena (distrito do Porto): 9356 habitantes

    - Marinha das Ondas (distrito de Coimbra): 3241 habitantes

    - Montelavar (distrito de Lisboa): 3645 habitantes

    - Olival (distrito de Santarém): 2159 habitantes

    - Prior Velho (distrito de Lisboa): 6683 habitantes

    - São Pedro (distrito de Coimbra): 2705 habitantes

    - Senhora Aparecida (distrito do Porto): 4500 habitantes

    - Soajo (distrito de Viana do Castelo): 1159 habitantes

    - Soza (distrito de Aveiro): 2939 habitantes

    - Tavareda (distrito de Coimbra): 7722 habitantes

    - Valongo do Vouga (distrito de Aveiro): 5006 habitantes

    - Vilarinho (distrito do Porto): 4036 habitantes

    "RECONHECIMENTO DO TRABALHO DESENVOLVIDO" (Ângelo Sá Presidente da Câmara Municipal de Borba)

    Correio da Manhã – Borba é umas das mais recentes cidades de Portugal. Qual o significado da elevação, que era uma ambição antiga da terra?

    Ângelo Sá – A elevação de Borba a cidade significa sobretudo o reconhecimento do trabalho feito em prol do concelho nos últimos anos. Um reconhecimento do nosso desenvolvimento económico, do nosso património edificado e do nosso legado histórico.

    –Que portas ou possibilidades se abrem com este novo título de cidade?

    – Os títulos valem o que valem, mas são bastante úteis. Há programas, candidaturas, planos e fundos comunitários que são exclusivos das cidades. É nesse sentido que, daqui em diante, vamos trabalhar para melhorar Borba em todos os aspectos.

    –A promoção da região também será diferente, por exemplo, a nível turístico?

    – Sim, a programação e promoção turística é outro dos aspectos fundamentais em que o concelho pode beneficiar. O mais importante, que era a elevação a cidade, já está conseguido. A partir de agora tudo é possível e vai com certeza ser diferente.

    –A cidade de Borba já entrou em clima de festa?

    – Vamos primeiro esperar pela publicação em Diário da República para podermos festejar a elevação. Queremos ver para crer. Aí sim, marcaremos uma festa para assinalar este que é um dia que ficará na nossa história.

    – Todas as candidaturas apresentadas foram aprovadas por unanimidade. Vai haver interacção e parcerias com as ‘cidades irmãs’ de Borba?

    – É uma das prioridades. Já podemos começar a encetar contactos. As parcerias com estas novas cidades farão todo o sentido para que se beneficiem entre si. Daqui pode resultar uma união que certamente dará bons frutos para o futuro.

    In- Correio da manha

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  • Morreu aos 109 anos um dos jornais mais velhos de Portugal

     

    A triste notícia chegou-me hoje, com a edição do passado dia 10, anunciando na sua primeira página "Suspensa a publicação de A COMARCA".
    O director Jorge Moreira da Costa Pereira, começa o Editorial com as seguintes palavras:
    "A COMARCA suspende a sua publicação a partir do presente número, informação esta de tremenda responsabilidade visto que, ininterruptamente, se vinha publicando desde 1 de Janeiro de 1901."

    "Desde a impossibilidade de recursoi ao crédito, aos cortes de comunicaçõesv telefónicas, de fax, de Internet, tudo nos tem sido feito e parta cúmulo nunca niunguém apareceu como negligente ou culpado. Também os CTT nos recusaram o envio de umna emissão dop jornal, porque, unilateralmente e sem qualquer aviso prévio, declinaram o contrato existente. E não havia pagamentos em atraso!
    Assim não é possível resistir. Infelizmente parece ser o País que temos..."
    Num extenso esclarecimento, a gerência refere os problemas que levaram à presente situação, como a "brutal diminuição do benefício do porte pago para o envio do jornal, especialmente para o estrangeiro", o aumento dos custos de produção, os salários ao pessoal, que recusaram uma inevitável redução do seu quadro, o facto de a Câmara de Arganil "ter deixado de recorrer aos serviços da empresa", a recusa do pessoal face a uma cedência da parte gráfica para constituirem uma empresa, a redução intempestiva do pessoal em Agosto de 2008 em número superior ao pretendido pela empresa, a falta de pagamento de assinantes e anunciantes. Tudo isto levou ao actual desfecho.
    O director termina o seu Editorial com uma palavra de velada esperança: "Despedimo-nos até...esperamos que relativamente breve."
    A situação de "A Comarca de Arganil" não é única. A Imprensa Regional não tem resistido, em muitos casos, a falta de protecção do Estado. Os Governos, na generalidade, têm olhado os jornais regionais como "inimigos" dada a sua liberdade na crítica, nem sempre agradável "temendo" uma hipotética manipulação do eleitorado.
    O "porte pago" foi um dos golpes mais certeiros e a ele se aliaram as quebras nas receitas da publicidade, consequência da crise, o mesmo acontecendo com a falta de pagamento das empresas e de muitos assinantes.
    O facto mais doloroso é o fecho do jornal, após 109 anos de publicação.
    Ruy Miguel
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