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Aqui fica uma das poucas emissões que vejo na TV e adoro o trabalho deste senhor !!!!! Um regalo por isso Viva a Tv Publica francesa( France 5 ) que teve a coragem de comprar este excelente programa !!!! Mas nesta altura que se fala acabar com a pub nas tvs publicas o futuro vai ser negro ....nesta altura vai ser entregue aos comerciantes da praça !!!!!! para pagar favores aos grandes patrocinadores desta presidência ..... feita de namoros escaldantes aviões privados Grandes yates para ferias e claro que tem que ter retorno sobre o investimento ........ e Rolex au pulso--
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Autarcas contra projecto – “Em Alcobaça o TGV não passará”
Os presidentes das câmaras de Alcobaça e Pombal estão contra a construção da Linha Ferroviária de Alta Velocidade, não só pelo impacto que terá nos seus concelhos, como também por considerarem o projecto desnecessário.
O chefe do Município de Pombal, Narciso Mota, considera que a construção do TGV é um "erro histórico" que o Governo está a cometer, mas o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça vai ainda mais longe avisando que "em Alcobaça, o TGV não passará".
Ambos os autarcas social-democratas estão contra a construção do TGV, posição reforçada ontem, depois de ter sido tornado público o documento de aprovação do impacte ambiental do traçado entre Alenquer (a Sul) e Pombal (a Norte).
Narciso Mota acusou os elementos do Governo envolvidos no projecto de fazerem "obras sem pensar no interesse nacional", cedendo a "clientelas, lóbies e pressões".
Gonçalves Sapinho – que lidera um município cuja Assembleia Municipal "chumbou" qualquer um dos traçados que passa pelo concelho – também se mostrou "contra o TGV entre Lisboa e Porto", argumentando que "em Portugal, não há quem o utilize". As opiniões dos dois políticos coincidem no facto do trajecto entre Lisboa e Porto ser muito curto para um TGV, em comparação com os itinerários existentes na Europa, situação agravada pelo facto de estarem previstas paragens intermédias em Leiria, Coimbra e Aveiro, com distancia inferiores a 100 quilómetros entre as referidas cidades. Irónico, o chefe da autarquia de Alcobaça remete o projecto para um "Portugal dos pequenitos" em que o comboio de alta velocidade "vai parar em todos os apeadeiros".
Para o autarca de Pombal, as paragens previstas da rede de alta velocidade em Leiria, Coimbra e Aveiro vão impedir que o comboio alguma vez "atinja a velocidade cruzeiro pretendida de 300 quilómetros por hora", apelando a que "não criem mais elefantes brancos".
Segundo a RAVE, a alternativa aprovada prevê a localização da Estação de Leiria na zona da freguesia da Barosa (Ponte) sendo esta a solução "que permite uma melhor articulação com a Linha do Oeste. Assim, está prevista uma ligação a esta linha na futura Estação de Leiria, a executar em simultâneo com a construção da linha de alta velocidade".ASSANHA DA PAZ
Emparedados entre o TGV e o IC8
A aldeia de Assanha da Paz, na freguesia da Almagreira, concelho de Pombal, é uma das povoações que mais ver ser marcada pela passagem da Rede Ferroviária de Alta Velocidade.
A imagem aérea a que o DIÁRIO AS BEIRAS teve acesso revela que muitas habitações vão ser directamente afectadas, embora a Declaração de Impacte Ambiental (DIA), dada a conhecer esta semana, determine que "deverá ser feita a substituição do aterro por um viaduto na extensão do traçado entre o IC8 e o ponto médio do PEUC". Quer isto dizer que a linha terá que passar sobrelevada às casas, assente em pilares, de forma a minorar as consequências para a aldeia, que mesmo assim será atravessada de ponta a ponta. Por outro lado o designado PEUC (Posto de Estacionamento e Ultrapassagem de Composições) – que implica a duplicação de vias ao longo de um par de quilómetros e que estava previsto para instalar às portas de Assanha da Paz – deverá ser transferido para uma área localizada mais a Norte, "de forma a minimizar os impactes de magnitude elevada, resultantes de demolições e do atravessamento do espaço urbano", acrescenta a DIA.
Sendo assim, a população do lugar mostrou-se ontem mais tranquilizada, embora tema o desassossego que a infra-estrutura vai provocar. José Gonçalves, septuagenário e proprietário de vários terrenos das redondezas, será um dos expropriados, embora a RAVE ainda não o tenha contactado. "Se for como o processo de indemnizações do IC8 vou perder mito dinheiro e ficar à espera que me paguem" lamenta o morador, recordando que ainda não recebeu os seis mil euros que a Brisal contratualizou com ele, há dois anos, pela ocupação de outros tantos metros quadrados, para construir o itinerário complementar. Um seu familiar, Arnaldo Santos, afirmou que a população não está resignada, mas espera que a concessionária do TGV cumpra a directrizes definidas pela Declaração de Impacte Ambiental, "na certeza porém de que a Assanha vai deixar de ter paz e sossego", ironizou. "Com o TGV de um lado e o IC8 do outro vamos ficar aqui emparedados", lamentou o residente na zona e dono de um café onde grande parte dos populares se reúne. Outro dos pontos que preocupa os moradores é o facto do documento de impacte ambiental determinar que se faça um levantamento fotográfico e memória descritiva da Igreja da Assanha da Paz, o que poderá indiciar que o monumento possa vir a ser afectado pelo atravessamento do TGV, tal como a escola do ensino básico paredes meias com a igreja.
