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  • Morreram ao tentar salvar filhos

    Seis crianças inglesas que hoje presenciaram momentos trágicos na praia do Tonel, Algarve, onde morreram no mar quatro adultos, estão a ser acompanhadas por uma psicóloga auxiliada por tradutora e pela consulesa britânica em Portimão, disse fonte oficial, noticia a Lusa.

    Quatro amigos, três ingleses e um alemão, que se encontravam de férias no Algarve, morreram esta tarde no mar da Praia do Tonel, zona de Sagres, quando tentavam salvar três dos filhos em apuros na ondulação marítima forte e onde existiam remoinhos.

    Em declarações à agência Lusa, a governadora civil de Faro, Isilda Gomes, explicou que duas das crianças ficaram órfãs de pai e mãe, outras duas crianças ficaram órfãs de mãe e duas têm o pai hospitalizado em Portimão, por situação de pré-afogamento mas fora de perigo de vida.

    Todas as crianças estão a ser acompanhadas pela psicóloga da Câmara de Vila do Bispo, auxiliada por uma tradutora, e ainda pela consulesa britânica em Portimão e pela própria Governadora Civil.

    «A família das crianças órfãs de pai e mãe já foi contactada e uma tia vem a caminho do Algarve», garantiu Isilda Gomes, referindo que esta noite os dois irmãos vão ficar à guarda de um pai que ficou hoje viúvo e da mãe que tem o marido hospitalizado em Portimão. O grupo de amigos passava férias no Algarve.

    Hoje, as seis crianças estavam a brincar junto a uma rocha na Praia do Tonel, onde «havia remoinhos». Ao aperceberem-se que elas estavam em perigo, os pais e outras pessoas lançaram-se ao mar para as salvar, acabando por morrer quatro dos progenitores - duas mulheres e dois homens- adiantou a governadora civil de Faro.

    A causa da morte foi afogamento, tendo uma das vítimas falecido no mar e as três restantes já em terra por paragem cardíaca, explicou à Lusa a mesma fonte governamental. A Praia do Tonel não está vigiada desde 30 de Setembro, altura em que a época balnear terminou, embora o aviso estivesse afixado no local, frisou Isilda Gomes.

    PORTUGAL DIARIO

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  • Carolina arguida por tráfico droga

    Ex-companheira de Pinto da Costa indiciada por consumo e tráfico de cocaína. Equipa do «Apito Dourado» abriu inquérito após a publicação do livro «Luzes e Sombras de um Dragão». Ex-amigos e irmã-gémea denunciaram. Arguida diz que é tudo «absurdo e falso» e já avançou com processos-crime

    Carolina Salgado chega ao tribunal - Foto de Estela Silva para Lusa

    Carolina Salgado foi constituída arguida por compra, consumo, incitamento ao consumo e tráfico de estupefacientes, no âmbito de um processo-crime instaurado na sequência da publicação, em Abril, do livro «Luzes e Sombras de um Dragão», sobre Pinto da Costa, da autoria das jornalistas Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca.

    No referido livro, um antigo namorado, Paulo Lemos, e um amigo deste, Rui Passeira, acusam a autora de «Eu, Carolina» de consumir cocaína, de ter iniciado Rui Passeira no consumo de cocaína e de, inclusivamente, lhe pagar serviços prestados com droga.

    De acordo com informações recolhidas pelo PortugalDiário, através da consulta do referido processo, a antiga companheira de Pinto da Costa foi ouvida no passado dia 24 de Setembro, pela equipa de coordenação do «Apito Dourado», tendo sido confrontada com os depoimentos recolhidos junto de várias testemunhas.

    Carolina «profundamente ofendida»

    A arguida optou por não prestar declarações, esclarecendo, todavia, que «nunca consumiu qualquer produto estupefaciente» e que «nunca comprou ou incitou quem quer que seja a consumi-lo».

    Acrescentou, por fim, sentir-se «profundamente ofendida com as acusações que lhe estão a ser feitas, uma vez que são completamente absurdas e falsas».

    Refira-se que Rui Passeira também foi constituído arguido neste processo por suspeitas de tráfico de estupefaciente, não tendo prestado declarações.

    Aos dois arguidos foi aplicado o Termo de Identidade e Residência, muito embora Passeira esteja em prisão domiciliária a aguardar julgamento noutro processo.

    Contactado pelo PortugalDiário, o advogado de Carolina Salgado confirmou a constituição como arguida, esclarecendo apenas que a sua cliente já avançou «na semana passada» com queixas por difamação contra Paulo Lemos e Rui Passeira.

    Acusada de pagar serviços com «a branca»

    Quando prestou depoimento como testemunha no DIAP do Porto, a 11 de Abril, no âmbito de um processo por tentativa de agressões ao médico Fernando Póvoas, o ex-amigo de Carolina, Rui Passeira, afirmou que esta o convenceu a comprar droga em locais que indicou e que esta o iniciou no consumo de cocaína.

    Acrescentou que esta o convenceu a dar uma tareia ao médico Fernando Póvoas com a promessa de lhe dar «a branca (cocaína)».

    Também as declarações da irmã-gémea Ana Maria Salgado, prestadas a 27 de Junho e 16 de Julho, no DIAP do Porto, foram tidas em conta neste processo. Refira-se que Ana Maria afirma ter cortado relações com a irmã quando descobriu que esta guardava cocaína no armário do quarto, acrescentando que a droga era fornecida a Carolina por um jornalista amigo desta última.

    Viu-a consumir «várias vezes»

    Quando foi ouvido neste processo, a 27 de Setembro, Paulo Lemos reiterou as declarações prestadas no DIAP do Porto, referindo que foi Rui Passeira quem lhe contou que Carolina o tinha iniciado no consumo de droga.

    Afirmou ainda nunca ter visto o amigo consumir cocaína (apenas Haxixe) mas viu Carolina consumir «várias vezes», sendo que «uma vezes snifava e outras fumava».

    Desconhece o local onde a ex-namorada arranjava a droga, bem como quem é que lha ia comprar, ou mesmo se era ela quem a comprava. Ignora, ainda, a forma como a droga era paga e quem a pagava.

    Apesar de ter referido anteriormente noutros processos, pendentes no DIAP do Porto, que «quando lhe convinha» Carolina fornecia ao Rui Passeira droga para este consumir, neste processo rectificou que «quando a Carolina precisava que o Rui Passeira lhe fizesse pequenos trabalhos na residência, consumia cocaína em conjunto com o mesmo».

    Esclareceu que a ex-namorada não fornecia doses (pelo menos que se tenha apercebido) e clarificou que aquela e Rui Passeira consumiam juntos, na altura em que a Carolina precisava deste «para efectuar alguns trabalhos domésticos», muito embora nunca o tivesse presenciado.

     

     

     PORTUGAL DIARIO

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